[PARÁGRAFO]Encontrava-se em queda livre, preso apenas por um fino elástico em suspensão de uma ponte. Uma sensação curiosa despertava no seu interior, como se todas as suas células estivessem em sincronia, a apreciar tanto o momento como ele. Então uma brisa fresca arrepia o interior do edifício, levando consigo a distracção e os pensamentos onde se encontrava perdido. Longe vão agora as sensações exuberantes e maravilhosas. -De volta para a vida real.- pensou. Abriu então os olhos e resumiu o trabalho, desejando nunca ter feito tal coisa. No escritório apenas restavam alguns colegas a laborar as horas extras necessárias para a promoção tão desejada no seu departamento. Apesar do chorudo cheque e melhores condições de trabalho, Duarte não ambicionava a posição. Preferia antes realizar os seus sonhos e viajar pelo mundo para tornar todos os seus desejos realidade. Entre eles encontrava-se uma modalidade extrema: "bungee jumping". Por alguma razão desconhecida, era para ele uma experiência interessante saltar de uma plataforma para o vazio, possivelmente pela sensação de liberdade ou até mesmo só porque sim.
[PARÁGRAFO]Entra então no recinto uma rapariga jovem para entregar uma encomenda com um aspecto curioso.
-Sr. Duarte Morais?- perguntou com algum receio - Onde posso encontrar o Sr. Duarte Morais?.
Do fundo da sala ouviu-se um murmúrio quase indecifrável, proveniente de um dos seus colegas que estava mais interessado em acabar o seu projecto:- Entre na sala à direita. Sara entra na referida sala e depara-se com algo de diferente. Embora seja um escritório, todas as paredes estão ornamentadas com fotografias de lugares exóticos, e diversos objectos nativos de outros países entulham a mesa de trabalho fazendo quase difícil para Duarte elaborar os seus projectos.
- É você o Sr. Duarte Morais? - perguntou, notoriamente envergonhada - Sim, sou eu, de que precisa? - o seu tom era pesado, monótono, como se tudo estivesse desinteressante e repetitivo - Tenho uma encomenda para si, e ao que parece o remetente é de África. No preciso momento em que tais palavras foram proferidas, Duarte sente-se preenchido por uma sensação de felicidade.
-Finalmente! Estou à espera dessa encomenda há semanas, por momentos pensei que se tivesse perdido!
-Bem, então pode ficar descansado pois agora tem-na nas suas mãos, e em estado impecável. A nossa companhia esforça-se para tratar de encomendas o melhor possível de maneira a satisfazer o cliente. - disse Sara, num tom quase robótico e rotineiro - Já agora, se não se importar, podia abrir a encomenda para verificar o estado da mesma?
Duarte desembrulha o pacote freneticamente para encontrar a sua preciosa estátua da tribo Mayombe na melhor condição em que alguma coisa alguma vez poderia estar.
[PARÁGRAFO]Entra então no recinto uma rapariga jovem para entregar uma encomenda com um aspecto curioso.
-Sr. Duarte Morais?- perguntou com algum receio - Onde posso encontrar o Sr. Duarte Morais?.
Do fundo da sala ouviu-se um murmúrio quase indecifrável, proveniente de um dos seus colegas que estava mais interessado em acabar o seu projecto:- Entre na sala à direita. Sara entra na referida sala e depara-se com algo de diferente. Embora seja um escritório, todas as paredes estão ornamentadas com fotografias de lugares exóticos, e diversos objectos nativos de outros países entulham a mesa de trabalho fazendo quase difícil para Duarte elaborar os seus projectos.
- É você o Sr. Duarte Morais? - perguntou, notoriamente envergonhada - Sim, sou eu, de que precisa? - o seu tom era pesado, monótono, como se tudo estivesse desinteressante e repetitivo - Tenho uma encomenda para si, e ao que parece o remetente é de África. No preciso momento em que tais palavras foram proferidas, Duarte sente-se preenchido por uma sensação de felicidade.
-Finalmente! Estou à espera dessa encomenda há semanas, por momentos pensei que se tivesse perdido!
-Bem, então pode ficar descansado pois agora tem-na nas suas mãos, e em estado impecável. A nossa companhia esforça-se para tratar de encomendas o melhor possível de maneira a satisfazer o cliente. - disse Sara, num tom quase robótico e rotineiro - Já agora, se não se importar, podia abrir a encomenda para verificar o estado da mesma?
Duarte desembrulha o pacote freneticamente para encontrar a sua preciosa estátua da tribo Mayombe na melhor condição em que alguma coisa alguma vez poderia estar.