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O DIA, AINDA QUANDO TERMINA, É MISTÉRIO


Amanheci em Strassburgo e da varanda as chaminés me garantiam um inverno sem frio. Me prometiam um ano absolutamente...novo. Erguendo os pés e me aproximando bem do parapeito, conseguia ver até julho. Aqueles telhados e janelas espalhavam sobre meus problemas nuvens de poeiras douradas que só a distancia dá. E nenhum fato novo ou qualquer ser humano poderia me derrotar no meu firme proposito de achar naquele lugar algo tão vasto e inocente quanto a ...alegria.
Ao meio-dia uma única ligaçao de celular varreu todas as cumeeiras de Strassburgo.A promessa da neve no Natal ficou só na minha pele.Pronto, tinha conseguido o emprego, toda a minha vida profissional estava resolvida. Com um único decreto ministerial. Que f.e.lici...
O carro ferveu as tres horas da tarde. E ali, naquele asfalto quente, doeu-me de repente o peito, não satisfeito por sua troca pelo recheio do bolso.
As seis, com um sonho desdentado a me sorrir, precisava caminhar pelas calçadas esburacadas de Vila Velha pra me esquecer do começo daquele dia.
e toda aneve ia se acumulando lentamente sobre cumeeiras, parapeitos e calçadas

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