pode parecer coisa do acaso, de tanto procurar palavras perfeitas e gestos comedidos a garganta fica seca, os olhos ficam secos. o silêncio suplanta qualquer desejo. tantas coisas, tantas desculpas... num tempo de informações e difamações, num tempo de notoriedade e fama, permanecer incógnito e desconhecido parece um ultraje. cultivar o anonimato vira crime de lesa pátria. meu patrimonio: um punhado de emoções e fotografias, desenhos guardados a sete chaves, outros espalhados pelo quarto. uma autobiografia por iniciar, curriculos atualizados sem correção.
um amigo insiste em discutir política pela rede social, outros pedem conexão sem eu nem saber quem são. serão aceitos e perfilarão entre milhares de novos desconhecidos, devidamente associados, "conectados", paleativos do real anonimato... disfarces recomendáveis da monotonia de ser, quando ser se confunde com permanecer. as transformações, evoluções e revoluções acontecem, mais complexas, mais convexas, mais subterraneas, encobertas pelas teias da rede...
as tardes e noites deixam o desassossego... posso sorrir de novo, posso mesmo que meu umbigo não esteja mais visível... qualquer nome é o nome...
qualquer palavra confunde, quando o silêncio vira opção. mas não no meu caso, apenas coleto, apenas observo, apenas aponto detalhes.
aquele gosto amargo e seco... acho que aos poucos vai deixando de fazer parte de mim. ontem senti algo doce e puro, fazia tempo que as flores não desabrochavam no meio fio... fazia tempo que eu não flutuava, flutuei no meio de um livro cheio de imagens e cores, as paredes deixaram o cinza usual, perdi aquele tom professoral e me lancei numa busca diferente.
talvez seja mais súbito atque de misticismo, tlavez algum deslumbre, vislumbre de iluminação.
o fato é que estou bem mais leve, bem mais sereno... pra quem passou semanas chorando e tentando lidar com coisa imponderáveis, parece um bom começo.
um amigo insiste em discutir política pela rede social, outros pedem conexão sem eu nem saber quem são. serão aceitos e perfilarão entre milhares de novos desconhecidos, devidamente associados, "conectados", paleativos do real anonimato... disfarces recomendáveis da monotonia de ser, quando ser se confunde com permanecer. as transformações, evoluções e revoluções acontecem, mais complexas, mais convexas, mais subterraneas, encobertas pelas teias da rede...
as tardes e noites deixam o desassossego... posso sorrir de novo, posso mesmo que meu umbigo não esteja mais visível... qualquer nome é o nome...
qualquer palavra confunde, quando o silêncio vira opção. mas não no meu caso, apenas coleto, apenas observo, apenas aponto detalhes.
aquele gosto amargo e seco... acho que aos poucos vai deixando de fazer parte de mim. ontem senti algo doce e puro, fazia tempo que as flores não desabrochavam no meio fio... fazia tempo que eu não flutuava, flutuei no meio de um livro cheio de imagens e cores, as paredes deixaram o cinza usual, perdi aquele tom professoral e me lancei numa busca diferente.
talvez seja mais súbito atque de misticismo, tlavez algum deslumbre, vislumbre de iluminação.
o fato é que estou bem mais leve, bem mais sereno... pra quem passou semanas chorando e tentando lidar com coisa imponderáveis, parece um bom começo.