Essa é a primeira página, o primeiro teclar, o esperniar de pensamentos libertinos e imperfeitos, uma porção de letras que despencam num conjunto de sílabas, as quais, unidas e espaçadas traduzem minha inquietude: inconfidente e infiel. Aqui a fronteira social desmorona e cria o espaço do despudor, da quebra do contrato, é o limbo que serve de terreno para a batalha que travo comigo mesmo, dia após dia, rumo ao fim que me aguarda, que desconhece o imprevisível, que conjuga com divindade: paciência e impiedade.
J. P. Satre nos ensinou que somos eternos escravos de nossa liberdade, um atributo pelo qual derramamos nosso sangue de forma quixotesca, pois o hedonismo do livre, num curto espaço de tempo, se transforma na melancolia da escolha, da decisão, do rumo. Nossas escolhas não são matemáticas, a soma não é positiva, mas um bombardeio de desventuras que se voltam contra nós, nos cobrando a todo o momento, nos perturbando a cada sopro de vida. O Absolutismo se foi e nos deixou a responsabilidade, a cabeça do monarca rolou, assim como o nosso comodismo cessou. A religião resta como fuga, porém, ajoelhar-se diante de um sistema de crueldade (F. Nietzsche) não provoca o sossego tomado.
Diante da tormenta, o homem se tornou habilmente ignorante. A felicidade é o ópio do momento. Ninguém se presta ao exercício de pensar e o barulho se alastra de forma traiçoeira, extravazando mensagens de texto, e-mails e ligações imediatas. Sinto falta do silêncio, do vazio. Sinto a dor de uma nostalgia cada vez mais distante, que guardo com paixão e carinho, no fundo do meu peito. Acordar sem memória, isso consome meu sono e minha leveza. O esquecimento perpétuo é um fim que não quero, jamais.
Hoje, Maradona foi parado. A falta cortou a magia do drible, a ginga do malandro. Faço votos de pão e circo num futuro próximo, pois pensar ao extremo é morrer lentamente. Que venham dias melhores, mais quentes e menos formais. Despertarei meu lado quixotesco: um barril de risadas será derramado nas próximas páginas.
As linhas acima expressam meu desejo de encerrar por hoje, contudo, esse sistema não me permite tal luxo. Outrossim, representa a única maneira de disciplinar meu espírito literário. Não adianta, serei um eterno proletário, ou seja, só trabalho com hora marcada e turno fechado.
J. P. Satre nos ensinou que somos eternos escravos de nossa liberdade, um atributo pelo qual derramamos nosso sangue de forma quixotesca, pois o hedonismo do livre, num curto espaço de tempo, se transforma na melancolia da escolha, da decisão, do rumo. Nossas escolhas não são matemáticas, a soma não é positiva, mas um bombardeio de desventuras que se voltam contra nós, nos cobrando a todo o momento, nos perturbando a cada sopro de vida. O Absolutismo se foi e nos deixou a responsabilidade, a cabeça do monarca rolou, assim como o nosso comodismo cessou. A religião resta como fuga, porém, ajoelhar-se diante de um sistema de crueldade (F. Nietzsche) não provoca o sossego tomado.
Diante da tormenta, o homem se tornou habilmente ignorante. A felicidade é o ópio do momento. Ninguém se presta ao exercício de pensar e o barulho se alastra de forma traiçoeira, extravazando mensagens de texto, e-mails e ligações imediatas. Sinto falta do silêncio, do vazio. Sinto a dor de uma nostalgia cada vez mais distante, que guardo com paixão e carinho, no fundo do meu peito. Acordar sem memória, isso consome meu sono e minha leveza. O esquecimento perpétuo é um fim que não quero, jamais.
Hoje, Maradona foi parado. A falta cortou a magia do drible, a ginga do malandro. Faço votos de pão e circo num futuro próximo, pois pensar ao extremo é morrer lentamente. Que venham dias melhores, mais quentes e menos formais. Despertarei meu lado quixotesco: um barril de risadas será derramado nas próximas páginas.
As linhas acima expressam meu desejo de encerrar por hoje, contudo, esse sistema não me permite tal luxo. Outrossim, representa a única maneira de disciplinar meu espírito literário. Não adianta, serei um eterno proletário, ou seja, só trabalho com hora marcada e turno fechado.