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Esses dias estava conversando com uma amiga, no boteco da Nazaré, sobre diversas coisas, entre elas, sobre profissões. Na verdade, discutiamos sobre foco no dinheiro versus realização profissional. Falávamos sobre pessoas que vivem profissões medíocres por causa de um bom salário, bem como de pessoas que ganhavam pouco em profissões que lhes davam muito prazer.
Parece repetitivo o que vou dizer, mas a verdade é que a maturidade nos faz mudar o foco de uma série de coisas que tínhamos como certas na juventude. eu mesmo, por volta dos 16, já "bem encaminhado" nos planos de carreira, achava que independente da profissão que eu escolhesse, desde que fosse aquela que eu realmente tivesse o prazer de me dedicar, teria sucesso e uma boa carreira.
Com o tempo a gente vê que as coisas não são tão simples assim para qualquer um. Algumas profissões são mais difíceis de trazer retorno financeiro por causa do seu mercado de trabalho.
Aí a tal maturidade faz o seguinte com a gente: "O que eu realmente quero pra mim?"; "Qual é realmente o meu prazer?"; "Será que o meu foco é mesmo a profissão ou mihas realizações pessoais?".
O que eu percebi e quis mostrar para essa amiga é que se o nosso foco é a profissão, que então nos debrucemos nela, seja ela qual for. Se o foco for grana, vamos atrás do que pague mais. Agora se o foco for o prazer de viver (em sua plenitude, olhando pra todas as coisas da vida), a profissão e a grana acabam sendo coadjuvantes de um outro projeto que passa a ter como epicentro esse prazer mais equilibrado entre relacionamentos, profissão, amigos, dinheiro, farras, sexo, hobies, vida saudável, etc. É só tentar sair da pressão da profissão e buscar o tipo de vida que se quer levar, que coisas se quer fazer e o quanto cada uma delas já é suficiente pra nos tornar feliz.
Muito bem, tudo então parece resolvido como em um conto de fadas, mas e a grana pra bancar tudo isso, de onde vem? Tem que ser do trabalho, claro. Mas dessa forma pode ser qualquer tipo de trabalho que não nos traga infelicidade. Sendo assim é bem mais fácil encontrar um que seja mais rentável do que aquele que seria o trabalho dos sonhos.
Pra vocês terem uma idéia, meu sonho seria trabalhar com turismo, mas sem grana pra montar meu próprio negócio e sem coragem de atirar no escuro, preferi a carreira de informática (que também me atrai, não na mesma intensidade e prazer) e a segurança de um concurso público.
O resultado é que tenho um salário e benefícios adequados para me bancar, casa, comida roupa lavada, plano de saúde, viagens, férias remuneradas, bens de consumo, horas livres para realização de hobies, aposentadoria, etc.
Resumindo, antes de tomar decisões emocionais sobre profissão, vale a pena a pergunta: "O que é uma vida feliz pra mim?". avalie SUA resposta e veja se seus planos de carreira cabem nela.

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